Escolas compartilham boas práticas de enfrentamento ao trabalho infantil em evento promovido pelo MPT em São Paulo
Encontro promovido pela Coordinfância reuniu representantes de 20 unidades de ensino da capital e da Grande São Paulo e destacou os resultados do projeto MPT na Escola
São Paulo, 12/06/2026 – Em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, o Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP) promoveu, na terça-feira (10), o encontro “A Escola no Combate ao Trabalho Infantil – Integração e Troca de Experiências do MPT na Escola”, reunindo educadores, gestores escolares e representantes das redes municipais de ensino para compartilhar experiências e fortalecer as ações de prevenção e enfrentamento ao trabalho infantil no ambiente escolar.
O evento foi organizado pela Coordenadoria Regional de Combate à Exploração do Trabalho Infantil e de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (Coordinfância) e contou com a participação da procuradora-chefe do MPT em São Paulo, Vera Lucia Carlos, e das procuradoras do Trabalho Juliana Queluz Venturini Massarente, coordenadora regional da Coordinfância, Ana Elisa Alves Brito Segatti, vice-coordenadora regional, e Tatiana Campelo, vice-substituta da coordenadoria.
Durante o encontro, representantes de 20 escolas públicas da capital e da Grande São Paulo debateram a evolução do projeto MPT na Escola em suas unidades de ensino, compartilhando iniciativas desenvolvidas em sala de aula, estratégias de sensibilização da comunidade escolar e resultados obtidos a partir do trabalho pedagógico voltado à conscientização sobre os prejuízos do trabalho infantil.
Ao abrir os trabalhos, Vera Lucia Carlos falou da importância da participação da comunidade escolar no combate ao Trabalho infantil e na proteção da criança. “O enfrentamento ao trabalho infantil é uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade, e a escola ocupa um lugar estratégico nesse processo. É no ambiente escolar que muitas vezes são identificados os primeiros sinais de vulnerabilidade e violação de direitos. Por isso, a participação ativa de professores, gestores, estudantes e famílias é fundamental para fortalecer a rede de proteção e garantir que nossas crianças e adolescentes tenham assegurado o direito de estudar, brincar, conviver e se desenvolver plenamente”, afirmou a procuraora-chefe.
Ao apresentar os objetivos do Projeto e explicar como as escolas podem participar, Juliana Massarente destacou o papel estratégico da comunidade escolar na identificação e prevenção de situações de trabalho infantil. “A escola é um território de proteção. É nela que professores e gestores conseguem identificar os primeiros sinais de vulnerabilidade e atuar para garantir que crianças e adolescentes tenham seus direitos assegurados. O MPT na Escola fortalece essa rede de proteção e transforma a informação em instrumento de cidadania.”
A procuradora Ana Elisa Alves Brito Segatti ressaltou a importância do engajamento dos educadores e da comunidade escolar para desconstruir mitos historicamente associados ao trabalho precoce. “Ainda persiste a falsa ideia de que trabalhar cedo ajuda a formar caráter. Os dados mostram exatamente o contrário: o trabalho infantil compromete o desenvolvimento físico, emocional e educacional de crianças e adolescentes. A escola tem papel fundamental na construção dessa consciência crítica.”
Já a procuradora Tatiana Campelo enfatizou o impacto das ações pedagógicas desenvolvidas pelas escolas participantes e a relevância da troca de experiências promovida pelo encontro. “Quando compartilhamos boas práticas, multiplicamos conhecimento e ampliamos o alcance da proteção. Cada experiência apresentada hoje demonstra que a educação é uma das ferramentas mais eficazes para romper ciclos de vulnerabilidade e prevenir violações de direitos.”
As escolas representadas tiveram a oportunidade de compartilhar suas experiências e apresentarem os resultados obtidos durante a implemantação e execução do Projeto em suas salas de aula. Além das apresentações das escolas, o encontro trouxe reflexões sobre o cenário atual do trabalho infantil no Brasil, os impactos da exploração precoce na aprendizagem e no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes e o papel da escola como espaço privilegiado de proteção e promoção de direitos. Também foram apresentadas as diretrizes e novidades da edição 2026 do Prêmio MPT na Escola, que passa a contemplar novas categorias e ações voltadas à aprendizagem profissional.
Projeto MPT na Escola
O MPT na Escola é uma iniciativa nacional do Ministério Público do Trabalho que busca sensibilizar estudantes, educadores e comunidades escolares sobre os prejuízos do trabalho infantil e a importância da aprendizagem profissional como alternativa protegida de inserção no mundo do trabalho.
Por meio de capacitação de educadores, fornecimento de material pedagógico gratuito e realização de concursos culturais, o projeto incentiva o debate sobre direitos da criança e do adolescente, contribuindo para a prevenção do trabalho infantil e para a formação cidadã dos estudantes. Atualmente, a iniciativa já alcançou milhões de estudantes e milhares de escolas em todo o país.




