• denuncias
  • peticionamento
  • protocolo
  • Mediação
  • Destinações de bens e recursos
  • mov procedimentos
  • autenticidade de documentos
  • lgpd
  • administracao publica
  • fraudes trabalhistas
  • liberdade sindical
  • meio ambiente
  • promocao igualdade
  • trabalho escravo
  • trabalho infantil
  • trabalho portuario
  • MPT ajuíza ação contra Azul Linhas Aéreas por assédio moral organizacional
  • Telefones do MPT-SP 1
  • clique e saiba como solicitar 1
  • balcaovirtual
  • O MPT não faz contato com pessoas físicas ou jurídicas solicitando quaisquer pagamentos em seu favor ou de seus membros

MPT ajuíza ação contra Azul Linhas Aéreas por assédio moral organizacional

Investigação identificou denúncias recorrentes de cobranças excessivas, pressão psicológica e jornadas prolongadas; ação requer indenização de R$ 3 milhões e medidas de prevenção aos riscos psicossociais

São Paulo, 27 de outubro de 2026 – O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil pública contra a Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A. por práticas de assédio moral organizacional no setor Fiscal/Tributário da empresa, localizado em Barueri (SP). Na ação, o órgão requer o pagamento de R$ 3 milhões por danos morais coletivos, além da adoção de medidas voltadas à prevenção e ao combate de violações à saúde mental dos trabalhadores.

A ação é resultado de inquérito civil instaurado em 2024 para apurar denúncias de cobranças excessivas, pressão psicológica, jornadas prolongadas e acionamentos frequentes de empregados fora do horário de expediente.

Segundo a investigação, os fatos remontam a 2021. Entre dezembro daquele ano e setembro de 2022, a empresa recebeu diversas denúncias internas relacionadas à gestão do setor, envolvendo relatos de excesso de trabalho, extrapolação habitual da jornada, tratamento desrespeitoso e assédio moral. Novas denúncias foram registradas em 2023 e 2024.

Durante a apuração, o MPT analisou documentos, registros internos e comunicações corporativas, além de colher depoimentos de trabalhadores e ex-trabalhadores. As primeiras oitivas ocorreram em fevereiro de 2025 e a instrução do inquérito foi complementada com novos depoimentos em abril de 2026.

De acordo com a petição inicial, os elementos reunidos indicam a ocorrência de cobranças durante períodos de descanso, férias e afastamentos médicos, bem como a adoção de práticas de gestão que, na avaliação do MPT, contribuíram para o adoecimento mental de empregados.

A ação também menciona dados relativos a afastamentos previdenciários por transtornos mentais e comportamentais entre trabalhadores da unidade de Barueri. Para o MPT, os indicadores evidenciam a necessidade de adoção de medidas voltadas à prevenção dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

“Entre as práticas apuradas estão cobranças de trabalho à noite, de madrugada e nos fins de semana, com exigência de resposta imediata; metas inalcançáveis e prazos impossíveis, cobrados sem interrupção; insinuações de incompetência diante dos colegas e episódios de gritos e humilhação; exclusão de reuniões como forma de punição; gestos de desprezo, como ignorar o empregado ou ficar dias sem lhe dirigir a palavra; interferência na vida pessoal, com cobranças durante internação hospitalar e horário de aula; demissão de quem denunciava, questionava ou adoecia; e ordem para trabalhar "off-line" nos fins de semana, de modo que a empresa não registrasse as horas”, destaca o procurador do Trabalho Gustavo Tenório Accioly.

Além da indenização por danos morais coletivos, o MPT requer que a empresa implemente medidas permanentes de prevenção e combate ao assédio moral, incluindo o fortalecimento dos canais de denúncia, mecanismos de proteção contra retaliações, capacitação periódica de gestores e monitoramento dos riscos psicossociais.

Imprimir

  • banner pcdlegal
  • banner abnt
  • banner corrupcao
  • banner mptambiental
  • banner radio
  • banner trabalholegal
  • Portal de Direitos Coletivos