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MPT em São Paulo reúne especialistas e trabalhadores da saúde pública para discutir NR1 e saúde mental de trabalhadores

Debate promovido pelo órgão é uma das ações do Abril Verde e coloca em evidência a necessidade da gestão de riscos psicossociais no trabalho

São Paulo, 30/04/2026 - A inclusão dos riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entra em vigor em 26 de maio de 2026, marca uma mudança significativa na proteção à saúde dos trabalhadores no Brasil.

O tema foi debatido em encontro promovido pelo Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP) na quinta-feira, 20/4, na sede do órgão, como a ação de fechamento do mês “Abril Verde”, cujo objetivo é engajar empresas, trabalhadores e a sociedade na construção de uma cultura de segurança, buscando reduzir acidentes e preservar a integridade física e mental dos profissionais. O encontro reuniu especialistas e profissionais da saúde pública para discutir os efeitos da nova exigência, os desafios de implementação e as ações necessárias para garantir ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

Participaram da mesa de abertura o vice-procurador-chefe, João Filipe Moreira Sabino; as procuradoras do Trabalho Tatiana Lima Campelo, idealizadora do evento, e Mariana Flesh Fontes, vice-coordenadora da CODEMAT em São Paulo; Simone Santos, diretora da DVST- Diretoria de Vigilância em Saúde do Trabalhador e CEREST Estadual; Cecília Martins, assessora técnica - representado a Coordenação de Vigilância em Saúde - COVISA e Divisão de Vigilância em Saúde do Trabalhador Municipal (DVISAT/COVISA/SMS) e Priscila Pereira Tancredi, conselheira Municipal de Saúde e Vice-Coordenadora da CIST do Conselho Municipal de Saúde.

A partir da nova redação da NR-1, as empresas passam a ser obrigadas a identificar, avaliar e gerenciar também os riscos psicossociais — como estresse ocupacional, assédio moral e sexual, sobrecarga de trabalho e falhas na organização laboral — no âmbito do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

A norma amplia o conceito tradicional de saúde e segurança no trabalho ao reconhecer que fatores ligados à gestão, às relações interpessoais e à estrutura organizacional impactam diretamente o adoecimento dos trabalhadores.

Durante o evento, a procuradora do Trabalho Tatiana Lima Campelo destacou que a saúde do trabalhador é um direito fundamental previsto na Constituição Federal e a nova NR-1 consolida uma visão mais abrangente de saúde, alinhada ao conceito de bem-estar físico, mental e social. “Os riscos psicossociais decorrem, sobretudo, da forma como o trabalho é organizado e gerido, exigindo das empresas uma análise concreta das condições reais de trabalho”, pontuou a procuradora, enfatizado a necessidade de aprimorar a notificação de doenças e agravos relacionados ao trabalho, considerada essencial para a formulação de políticas públicas e para a prevenção de novos casos.

Na mesma linha, a psicóloga Renata Paparelli destacou que o sofrimento psíquico no trabalho é frequentemente invisível e multifatorial, o que demanda abordagens mais complexas e participativas. Ela alertou para o risco de soluções superficiais que individualizam o problema e desconsideram fatores estruturais, como metas abusivas, ausência de pausas e práticas de assédio organizacional.

O segundo painel do encontro trouxe a realidade dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). Renata Paparelli, psicóloga especialista em Saúde do Trabalhador, Mario Rubens de Jesus, diretor DVISAT, Cecília Martins, coordenadora do GT de Educação Permanente em Saúde do Trabalhador da DVISAT/COVISA e Carolina Grando, do SINDSEP-SP, apresentaram dados e relataram um cenário de sobrecarga, precarização e crescente adoecimento mental, com destaque para casos de burnout, depressão e afastamentos prolongados.

Entre os principais desafios apontados estão a insuficiência de recursos, a intensificação do trabalho, a exposição à violência e a fragilidade dos vínculos laborais. Os participantes defenderam a adoção de políticas institucionais que enfrentem as causas estruturais do adoecimento, com participação ativa dos trabalhadores na construção de soluções.

A nova NR-1, ao incorporar os riscos psicossociais, impõe às organizações o desafio de revisar práticas de gestão e promover ambientes de trabalho mais saudáveis. Para o MPT, a efetividade da norma dependerá do compromisso institucional e da adoção de medidas concretas que ultrapassem o cumprimento formal da legislação.

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