Com 64 páginas, material esclarece como a empresa se envolveu com a polícia política e ajudou a violar direitos humanos
Sao Paulo, 31 de marco de 2021 - “Não me lembro de chorarmos pelo desaparecimento da democracia.” Esta frase traduz o posicionamento de uma das maiores empresas sediadas no Brasil durante a ditadura militar (1964 – 1985) e foi dita por Carl Hahn em uma entrevista à emissora alemã Das Erst. Ele, que chegou a ser presidente do grupo Volkswagen AG na Alemanha de 1982 a 1993, era diretor de vendas na época retratada pelo relatório “Direitos Humanos, Empresas e Justiça de Transição: o Papel da Volkswagen na Repressão Política Durante a Ditadura Militar”, elaborado pelo Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP). Veja documento aqui.